terça-feira, 20 de setembro de 2022

Educação Social e a Pedagogia do Oprimido

Bom dia!

Esse semestre trouxe novos desafios, trabalhamos com o Tema: Educação Social.

Um dos temas norteadores foi o livro: Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire.

No livro temos a visão de Paulo Freire sobre a educação tradicional, levando em conta as suas convicções políticas marxistas. 
Ele inicia expondo que a educação naquele momento da história (final dos anos 60), visava desenvolver o conformismo social e reproduzia “desigualdade, marginalização e a miséria”. 
Essa teoria é explicada através do opressor (educador e a educação) e o oprimido (o aluno), um conceito claramente baseado na obra de Foucault. 
Na sua visão o modelo tradicional não leva o aluno a pensar, a questionar, por ser predominantemente conteudista, tratando o aluno como mero depositário de conteúdo, como ser incapaz de produzir conhecimento – concepção bancária, citada no cap. 2.
A solução para ele é uma educação problematizadora onde o aluno será ensinado a pensar e problematizar a realidade, ter consciência de si e de seu papel na sociedade, incentivando a reflexão e o criticismo.
O educador e o educando trabalhariam em conjunto, fazendo um intercambio continuo de informações, priorizando o dialogo, o ensinar e aprender. O conteúdo programático seria construído levando em conta a realidade da escola e da comunidade em que a escola está inserida, não sendo padronizado.
Ele finaliza expondo que a ação transformadora se fará pela reflexão e ação, preparando os oprimidos para transformar o mundo em algo novo através da união, colaboração, organização e da síntese cultural, conceitos puramente filosóficos. 



Mapa mental completo do livro.

Link de acesso :https://gitmind.com/app/doc/b5312317826

 Educação Social

Definição: atuação educativa em espaços considerados não escolares, cuja finalidade é proporcionar uma intervenção, de cunho socioeducativo, em prol de sujeitos e/ou grupos sociais que encontram-se em distintas situações de vulnerabilidades: econômicas, culturais e/ou sociais.

Podemos dizer que o objetivo principal é que elas possam ocupar seus espaços na sociedade. Dar-lhes uma oportunidade de crescimento e aprendizado.

 Para falarmos da relação entre o trabalho do educador social e o livro de Paulo Freire temos que entrar no conceito da Praxis pedagógica – “que concebe e pratica a educação como processo intencional de intervenção social”.

Em forma de espiral constituem a realização propositiva da metodologia, três ações: a ação propriamente dita, reflexão crítica e a ação transformadora.

O ponto de partida desse processo de aprendizagem é a interação com os sujeitos envolvidos para caracterizar a demanda e definir as estratégias que irão ser implementadas no processo educativo e qual o objetivo que queremos alcançar ao final do processo.

Nesse ponto vemos várias semelhanças ao livro, pois os pontos mais significativos do trabalho de Paulo Freire são a reflexão crítica e especificamente no livro-Pedagogia do Oprimido a ação transformadora, já que ele defende a educação como forma de transformar a sociedade/a realidade dos alunos.

Conhecer o ambiente, a realidade do estudante para então desenvolver um plano de ação que o envolva e o faça se sentir parte do aprendizado é outro ponto a se destacar no trabalho do educador social, pois ele estará trabalhando com adolescentes infratores, população carcerária, pessoas deficientes físicas ou mentais, dependentes químicos, pessoas com vulnerabilidade e risco, com objetivo de inseri-las de forma que elas realmente ocupem seus espaços na sociedade.

O educador tem o papel de estimular essas pessoas a terem participação na vida social em ambientes como escola e trabalho, por exemplo.

Se aprofundando no tema, refleti sobre o tema com o artigo abaixo:

Artigo: A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS 

ü  Processo de ensino-aprendizagem voltado para o desenvolvimento da criticidade e autonomia do educando.

ü  Gestão coletiva: educadores, educandos, pais, comunidade escolar - concretização da democratização do ensino, do acesso e da permanência das crianças na escola, com qualidade.

ü  Processo de construção de conhecimento que articule as características socioculturais, considerando a realidade de cada escola e dos educandos com a dimensão do processo ensino-aprendizagem.

ü  Formação integral do educando, com garantia de desenvolvimento cognitivo com construção de conhecimento significativo e socialização com formação de valores, de respeito, solidariedade, justiça.

Referência: AGUIAR, Denise Regina da Costa, A PEDAGOGIA DO OPRIMIDO NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS. Site: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-38762021000100174 . Acesso em 06 de junho de 2022.